
O Fla-Flu é uma partida diferente, sem igual no mundo.
Se existem clássicos que criam expectativa, o Fla-Flu provoca ânsia.
Um simples confronto entre Flamengo e Fluminense nunca pode ser chamado de simples, principalmente porque é envolvido por uma mística que transcende qualquer tipo de rivalidade. Até me arrisco a dizer que existe uma espécie de respeito e de admiração disfarçados e não assumidos entre as duas torcidas, coisa difícil de expressar através de palavras.
O Fla-Flu também não se enquadra em qualquer tipo de classificação, não existe melhor ou pior, favorito ou desacreditado, possível ou impossível.
Símbolo máximo de como o futebol atravessou o século XX e entrou no atual se adaptando às transformações de nossa sociedade, hoje, quando vemos uma elite decadente querendo se reerguer contra uma massa turbulenta, emergente e orgulhosa, talvez não percebamos o quanto somos privilegiados por testemunhar um espetáculo de tamanha grandeza, que, como nenhum outro tipo de manifestação, traduz com tanta propriedade o que é o Brasil e o que é ser brasileiro.
Se já é difícil para um conterrâneo entender o significado e a importância desse jogo, imagine então para um estrangeiro. Até pode ser que ele capte, de uma forma ou outra, o espírito do clássico ao entrar na arquibancada de um Maracanã lotado e ver um colorido e uma animação diferentes, sem aquela coisa sem graça de bandeiras e camisas em preto e branco. Imagino que o cara pensaria que se tratasse de uma final, quando a disputa poderia representar um “mero” jogo de meio de campeonato, sem aquela pretensa frescura de “campeonato à parte”.
O Fla-Flu é isso e muito mais. Nos jogos contra Vasco e Botafogo, um torcedor desavisado tentar entrar no estádio pela rampa errada é uma questão de suicídio. No Fla-Flu, não. Salvo as devidas gozações, mesmo com a camisa do seu clube de coração, você não precisa dar uma volta enorme, como se estivesse atravessando um campo minado, para, enfim, respirar aliviado, subir a rampa do Maraca e se alojar calmamente (se é que isso é possível) nos degraus do templo maior do futebol mundial.
Assim como um muçulmano deve fazer uma peregrinação à Meca ou à Medina pelo menos uma vez na vida, você tem que assistir a um Fla-Flu.
Não se penitencie se você nunca foi a um, mesmo tendo a consciência que existe uma lacuna em sua pobre existência, ainda há tempo de se redimir, mas acredite que você ainda não sabe o sentido do que realmente é viver. Parafraseando o tricolor mais rubro-negro, inteligente e esclarecido que já existiu, o grande Nélson Rodrigues, que dizia que o Fla-Flu surgiu a “cinco minutos antes do nada”, vou mais fundo ainda e chego a afirmar que a história da humanidade se divide no antes e no depois. Antes e depois de um Flamengo e Fluminense.
Prepare o seu coração. Hoje é dia de emoção.
Se existem clássicos que criam expectativa, o Fla-Flu provoca ânsia.
Um simples confronto entre Flamengo e Fluminense nunca pode ser chamado de simples, principalmente porque é envolvido por uma mística que transcende qualquer tipo de rivalidade. Até me arrisco a dizer que existe uma espécie de respeito e de admiração disfarçados e não assumidos entre as duas torcidas, coisa difícil de expressar através de palavras.
O Fla-Flu também não se enquadra em qualquer tipo de classificação, não existe melhor ou pior, favorito ou desacreditado, possível ou impossível.
Símbolo máximo de como o futebol atravessou o século XX e entrou no atual se adaptando às transformações de nossa sociedade, hoje, quando vemos uma elite decadente querendo se reerguer contra uma massa turbulenta, emergente e orgulhosa, talvez não percebamos o quanto somos privilegiados por testemunhar um espetáculo de tamanha grandeza, que, como nenhum outro tipo de manifestação, traduz com tanta propriedade o que é o Brasil e o que é ser brasileiro.
Se já é difícil para um conterrâneo entender o significado e a importância desse jogo, imagine então para um estrangeiro. Até pode ser que ele capte, de uma forma ou outra, o espírito do clássico ao entrar na arquibancada de um Maracanã lotado e ver um colorido e uma animação diferentes, sem aquela coisa sem graça de bandeiras e camisas em preto e branco. Imagino que o cara pensaria que se tratasse de uma final, quando a disputa poderia representar um “mero” jogo de meio de campeonato, sem aquela pretensa frescura de “campeonato à parte”.
O Fla-Flu é isso e muito mais. Nos jogos contra Vasco e Botafogo, um torcedor desavisado tentar entrar no estádio pela rampa errada é uma questão de suicídio. No Fla-Flu, não. Salvo as devidas gozações, mesmo com a camisa do seu clube de coração, você não precisa dar uma volta enorme, como se estivesse atravessando um campo minado, para, enfim, respirar aliviado, subir a rampa do Maraca e se alojar calmamente (se é que isso é possível) nos degraus do templo maior do futebol mundial.
Assim como um muçulmano deve fazer uma peregrinação à Meca ou à Medina pelo menos uma vez na vida, você tem que assistir a um Fla-Flu.
Não se penitencie se você nunca foi a um, mesmo tendo a consciência que existe uma lacuna em sua pobre existência, ainda há tempo de se redimir, mas acredite que você ainda não sabe o sentido do que realmente é viver. Parafraseando o tricolor mais rubro-negro, inteligente e esclarecido que já existiu, o grande Nélson Rodrigues, que dizia que o Fla-Flu surgiu a “cinco minutos antes do nada”, vou mais fundo ainda e chego a afirmar que a história da humanidade se divide no antes e no depois. Antes e depois de um Flamengo e Fluminense.
Prepare o seu coração. Hoje é dia de emoção.
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